segunda-feira, 26 de março de 2007

página 04 e 05


Entrevista parte 01

Na proximidade do início do segundo estágio da turne mundial do álbum "The Dark Side Of The Moon", Roger Waters reflete sobre o progresso da mesma até agora, assim como a continuidade da temática do seu trabalho e sua longa carreira.

Pergunta:
Se eu me lembro corretamente, o que orginou a turnê "The Dark Side Of The Moon" foi um convite para uma única apresentação sua no circuito Magny Cours, na França. Seis ou sete músicas foram arranjadas rapidamente para a apresentação e logo o projeto foi crescendo e ganhando a proporção do set atual. Você chegou a tocar em lugares que nunca havia tocado, com ou sem o Pink Floyd. Como todo o desenvolvimento desta turnê realmente aconteceu?

Roger Waters:
Foi ótimo! Várias pessoas aparecerem com lugares já planejados. Alguns eu tinha grande interesse - Atenas e Estambul onde eu nunca tinha tocado antes - Elas me confirmaram que há um grande número de pessoas em todo o planeta com grande ligação com o álbum "The Dark Side Of The Moon" e à suas idéias e sentimentos, ligação esta muito próxima à minha. As músicas trouxeram de volta o entendimento do quanto minhas preocupações e motivações se pareciam com às de minha audiência, e o tamanho da empatia que criei com esse trabalho.
Quando eu vivo o momento de comunhão com os fãs nos concertos, porque não deixa de ser um tipo de comunhão, percebo profundamente uma necessidade urgente no mundo, mesmo que ainda não da maioria, de discutir uma forma de solucionar a falência das principais filosofias que guiaram nossa vidas em toda a história - religião, economia e política - e que uma nova forma de política que solucione as questões humanas mais aterradoras no mundo é extremamente necessária. Sinto que há um clamor entre as pessoas por bom-senso na sociedade, e que a resposta ao meu trabalho, meus pensamentos é uma pequena demonstração dessa necessidade global.

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